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Contratar um freelancer pra criar logo, site ou texto sem cláusula expressa de cessão de direitos deixa a propriedade da obra com quem criou, e não com quem pagou

Foto: Scott Graham / Unsplash

Empreendedorismo

Contratar um freelancer pra criar logo, site ou texto sem cláusula expressa de cessão de direitos deixa a propriedade da obra com quem criou, e não com quem pagou

Pedro Toledo · 13 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Contratar um freelancer pra criar logo, site ou texto sem cláusula expressa de cessão de direitos deixa a propriedade da obra com quem criou, e não com quem pagou — porque a Lei de Direitos Autorais não presume a transferência e o pagamento, por si, tende a dar ao contratante apenas o uso necessário à finalidade do serviço. Por que pagar pelo trabalho parecer o mesmo que ser dono dele, o que caracteriza uma cláusula de cessão que protege a empresa, e como perceber se os materiais do negócio já têm dono incerto.

Pagar o freelancer que criou o logo, o site ou o texto costuma parecer o mesmo que ser dono do resultado. Listar o que a empresa usa de criação de terceiros e conferir, pra cada item, se existe contrato escrito com cláusula de cessão revela que essa intuição nem sempre vale.

Contratar um freelancer pra criar logo, site ou texto sem cláusula expressa de cessão de direitos deixa a propriedade da obra com quem criou, e não com quem pagou — porque a Lei de Direitos Autorais não presume a transferência.

Por que pagar pelo trabalho parece o mesmo que ser dono dele

Na compra de um produto físico, o pagamento transfere a propriedade, e a intuição é que o mesmo vale pra uma criação. Na lei de direitos autorais, porém, o autor de uma obra encomendada mantém os direitos patrimoniais a não ser que o contrato diga o contrário por escrito, e o contratante tende a ter apenas o uso necessário à finalidade do serviço.

O que caracteriza uma cláusula de cessão que protege a empresa

Segundo a Lei 9.610/98, a cessão deve ser escrita e indicar o objeto, o prazo, o território e o preço. Isso tem relação direta com assinar contrato de longo prazo com fornecedor pra travar preço e ignorar que o negócio pode mudar de direção — os dois casos apontam pro mesmo princípio de fundo: o que o contrato com um fornecedor não diz costuma ser interpretado de forma restrita, seja a flexibilidade que o negócio precisará depois, seja o direito de usar a obra pra além do uso inicial.

Por que a falta de cláusula cobra depois

A falta de cláusula raramente atrapalha no dia da entrega. Ela aparece quando a empresa quer usar a obra em um formato novo, transferir a marca numa venda, mostrar o material a um investidor ou trocar de fornecedor, e descobre que precisa da autorização de quem criou. A lei também limita a cessão a modalidades de uso existentes na data do contrato, salvo estipulação em contrário.

Como perceber se os materiais do negócio já têm dono incerto

A forma prática é listar logo, site, textos, fotos e vídeos criados por terceiros e verificar, pra cada um, se existe contrato escrito com cláusula de cessão. Onde não houver, o ponto merece ser regularizado antes de uma venda, um investimento ou uma disputa. Este texto é informativo e não substitui a orientação de um advogado de propriedade intelectual.

Um exemplo prático

Uma empresa paga um designer para criar o logo e, anos depois, quer registrá-lo como marca e usá-lo em uma linha de produtos nova. O designer não assinou nenhum documento de cessão. A empresa precisa negociar a autorização na hora em que menos quer. Daqui pra frente, ela passa a incluir em todo contrato com criadores uma cláusula de cessão, com objeto, prazo, território e valor, e regulariza os materiais antigos.

O ponto central

Antes de pagar por uma criação, vale combinar por escrito quem será o dono dela. O pagamento compra o serviço; a propriedade só muda de mãos quando o contrato diz que muda.

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